24 Maio 2008 Correio da manha
Mickael Carreira
Ele terá certamente mais de metade das jovens com menos de 16 anos deste país a suspirar por si mas nem por isso Mickael Carreira é um jovem especialmente confiante para fazer produções fotográficas mais ousadas. “Mais do que qualquer outra coisa, eu sou um cantor. Não sou nem me considero nenhum modelo e por isso acabo por sentir-me pouco à vontade”, começa por desabafar o músico, que confessa até já ter recusado convites para desfilar.
“Há uns tempos desafiaram-me mas eu não aceitei. Até porque acho que não tenho jeito nenhum para as 'passerelles'.”
O convite da Vidas foi encarado, por isso, como um desafio. “Achei que podia dar uma coisa engraçada mas este não é o tipo de coisas que mais gosto de fazer.”
E a verdade é que esta foi a segunda experiência do género para Mickael Carreira. “Até hoje apenas tinha feito uma produção parecida e, embora tenha corrido muito bem, foi um pouco constrangedora.” Desta feita, o cantor, que acaba de lançar uma versão acústica do seu último disco, revela que o ambiente ajudou à descontracção. “A sessão correu muito bem e toda a gente me pôs muito à vontade. Não me fizeram qualquer tipo de exigência. A única coisa que me pediram foi para me descontrair”, conta Mickael, que afinal de contas herdou do pai não só o jeito para cantar. “Tal como com ele, as produções fotográficas também não são o meu forte.” O cantor tem noção da legião de fãs que arrasta atrás de si mas não quer vaticinar um juízo das fãs quanto ao resultado desta sessão. “Não faço ideia se elas vão gostar ou não. O melhor é mesmo esperar pela reacção”, remata o cantor, entre risos.